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<feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom"><id>tag:celioeugenio.blog.co.uk,2009-11-09:/</id><title>http://celioeugenio.blog.co.uk/</title><link rel="self" href="http://celioeugenio.blog.co.uk/feed/atom/posts/"/><link rel="alternate" type="text/html" href="http://celioeugenio.blog.co.uk/"/><generator version="1.0">MokoFeed</generator><updated>2009-11-09T01:09:30+01:00</updated><entry><id>tag:celioeugenio.blog.co.uk,2006-05-29:/2006/05/29/gesta_o_de_pessoas~839026/</id><title>GESTÃO DE PESSOAS</title><link rel="alternate" type="text/html" href="http://celioeugenio.blog.co.uk/2006/05/29/gesta_o_de_pessoas~839026/"/><author><name>celio-eugenio</name></author><published>2006-05-29T21:02:05+02:00</published><updated>2006-05-29T21:02:05+02:00</updated><content type="html">	&lt;p&gt;COLEÇÃO GESTAO EMPRESARIAL&lt;br&gt;
Maria Alice P. Moura e Claro&lt;br&gt;
Daniele Cristine Nickel&lt;/p&gt;
	&lt;p&gt;Gestão de Pessoas&lt;/p&gt;
	&lt;p&gt;Introdução&lt;/p&gt;
	&lt;p&gt;Já faz algum tempo que a área de Recursos Humanos passou de um&lt;br&gt;
simples departamento de pessoal para um agente de transformações na&lt;br&gt;
organização, provocando mudanças e oferecendo sustentação na&lt;br&gt;
implementação das mesmas.&lt;br&gt;
A empresa que opta pela vanguarda em gestão de pessoas certamente&lt;br&gt;
obterá resultados benéficos a sua saúde organizacional, aumentando a&lt;br&gt;
produtividade, garantindo a sobrevivência do negócio e propiciando satisfação&lt;br&gt;
aos empregados.&lt;br&gt;
Para isso, as empresas contam com ferramentas de gestão capazes de&lt;br&gt;
fomentar resultados satisfatórios.&lt;br&gt;
Para compreender um pouco mais algumas dessas ferramentas, discutese,&lt;br&gt;
neste artigo, os temas: treinamento e desenvolvimento de pessoal,&lt;br&gt;
recrutamento e seleção, remuneração por competência e por habilidade e, por&lt;br&gt;
fim, o sistema de avaliação 360 graus (feedback).&lt;br&gt;
1 Treinamento e desenvolvimento&lt;br&gt;
O treinamento envolve basicamente quatro etapas: 1) diagnóstico;&lt;br&gt;
2) desenho do programa de treinamento; 3) aplicação ou implementação; e&lt;br&gt;
4) avaliação e acompanhamento.&lt;/p&gt;
	&lt;p&gt;CAPITAL HUMANO&lt;/p&gt;
	&lt;p&gt;1.1 Diagnóstico&lt;br&gt;
O diagnóstico visa levantar as necessidades (carências em termos de&lt;br&gt;
preparo profissional) passadas, presentes ou futuras por intermédio de&lt;br&gt;
pesquisas internas, a fim de descrever o problema e prescrever uma&lt;br&gt;
intervenção. Envolve a coleta e o cruzamento de dados e informações, a&lt;br&gt;
definição dos pontos fortes e fracos e o detalhamento dos problemas por meio&lt;br&gt;
de uma análise aprofundada, visando identificar as suas causas e definir ações&lt;br&gt;
para os pontos passíveis de melhoria.&lt;br&gt;
1.2 Desenho do programa de treinamento&lt;br&gt;
O desenho do programa de treinamento refere-se ao planejamento das&lt;br&gt;
ações de treinamento a partir do diagnóstico das necessidades. Este deve estar&lt;br&gt;
associado às necessidades estratégicas da organização. Envolve identificar o&lt;br&gt;
que fazer (metas); como (estratégias) e por que fazer (objetivos).&lt;br&gt;
O programa de treinamento pode trabalhar com as habilidades&lt;br&gt;
reprodutiva ou produtiva. Na habilidade reprodutiva há pouca variedade ou&lt;br&gt;
necessidade de mais aprendizagem depois do domínio básico, uma vez que se&lt;br&gt;
constitui numa série de ações reprodutivas, que melhoram com o tempo e a&lt;br&gt;
prática. Envolve agilidade, rapidez, precisão, discriminação perceptiva.&lt;br&gt;
Já a habilidade produtiva envolve um elemento de solução de problemas&lt;br&gt;
cada vez que a habilidade é praticada. A pessoa deve planejar as suas respostas&lt;br&gt;
porque sempre há detalhes diferentes nas situações apresentadas.Aexperiência&lt;br&gt;
cresce com a prática; envolve percepção, interpretação, planejamento, decisão,&lt;br&gt;
entre outros.&lt;br&gt;
Os treinamentos podem ser realizados no próprio cargo, quando o&lt;br&gt;
objetivo é ministrar informação, experiência e conhecimento relacionados às&lt;br&gt;
atividades, ou em classe, quando utilizam a sala de aula.&lt;br&gt;
Existem muitos recursos pedagógicos, didáticos e instrucionais que&lt;br&gt;
podem ser utilizados como apoio ao treinamento. Destacam-se os recursos&lt;br&gt;
auditivos e audiovisuais, que envolvem gravações de áudio, videoteipe,&lt;br&gt;
videocassete e multimeios; recursos visuais, como slides, transparências, fotos,&lt;br&gt;
A gestão de pessoas envolve treinamento&lt;br&gt;
e desenvolvimento pessoal, recrutamento&lt;br&gt;
e seleção, remuneração por competência&lt;br&gt;
e habilidade e sistema de avaliação&lt;br&gt;
desenhos, quadro de giz, imantógrafo (pincéis hidrográficos), flip chart, álbum&lt;br&gt;
seriado (diversas folhas impressas sustentadas por um cavalete), cartazes;&lt;br&gt;
teleconferências; comunicações eletrônicas; e-mail; e tecnologia de multimídia.&lt;br&gt;
Além do apoio dos recursos pedagógicos, a seleção de estratégias&lt;br&gt;
instrucionais é outro passo importante. Estas podem ser mescladas às técnicas&lt;br&gt;
individuais e grupais, dependendo da situação em questão. Dentre algumas&lt;br&gt;
técnicas, podem ser utilizadas:&lt;br&gt;
• Seminários: preparação prévia de um tópico para discussão, sendo&lt;br&gt;
que o instrutor é responsável por organizar as discussões, levando&lt;br&gt;
o grupo a formular algumas conclusões.&lt;br&gt;
• Workshop: o instrutor apresenta informações e o grupo aplica as&lt;br&gt;
informações a uma situação real, sob a supervisão do instrutor,&lt;br&gt;
aplicando-se ao desenvolvimento de habilidades cognitivas,&lt;br&gt;
psicomotoras e afetivas.&lt;br&gt;
• Técnicas de simulação: o comportamento a ser exibido após a&lt;br&gt;
aprendizagem deve ser praticado adequadamente durante o&lt;br&gt;
processo de instrução por meio de atividades práticas. A simulação&lt;br&gt;
pode ser de domínio cognitivo, quando envolve a tarefa de solução&lt;br&gt;
de problemas de planejamento de estratégias ou de tomada de&lt;br&gt;
decisões; de domínio psicomotor, que apresenta como vantagens&lt;br&gt;
a eliminação dos perigos do treinamento em serviço e as possíveis&lt;br&gt;
perdas da produtividade, proteção de equipamentos caros e&lt;br&gt;
sensíveis contra o manuseio de pessoas inexperientes; de domínio&lt;br&gt;
reativo, que envolve as reações frente a fenômenos sociais,&lt;br&gt;
desenvolvendo atitudes e valores; e as de domínio interativo, que&lt;br&gt;
envolvem situações de conflito interpessoal ou de autoridade/&lt;br&gt;
responsabilidade para desenvolver habilidades interativas como&lt;br&gt;
liderança, supervisão, entrevista.&lt;br&gt;
• Estudo de caso: é uma forma de simulação voltada para o&lt;br&gt;
fornecimento de oportunidades de participação no mesmo tipo de&lt;br&gt;
processo decisório que o trabalho futuro exigirá. Os dados podem&lt;br&gt;
ser extraídos de casos reais, inventados ou adaptados. Existem,&lt;br&gt;
aqui, dois pontos importantes a ser considerados: a) evitar pensar&lt;br&gt;
numa única solução “ideal”, pois às vezes não existe solução ideal,&lt;br&gt;
apenas aspectos positivos e negativos de cada solução possível;&lt;br&gt;
b) analisar as decisões (debriefing) e o processo que foi seguido&lt;br&gt;
para tomá-las.&lt;br&gt;
• Jogos: simula a realidade e envolve a competição entre os indivíduos,&lt;br&gt;
a fim de aumentar o interesse e a motivação entre os participantes.&lt;br&gt;
20&lt;/p&gt;
	&lt;p&gt;CAPITAL HUMANO&lt;/p&gt;
	&lt;p&gt;• Dinâmicas de grupo: utilizam a interação entre os membros do&lt;br&gt;
grupo como principal meio de ensino. Envolve técnicas que&lt;br&gt;
promovem a solução criativa de problemas complexos e técnicas&lt;br&gt;
que estimulam a auto-análise e o aumento da sensibilidade.&lt;br&gt;
• Aulas expositivas: o treinador apresenta as informações, enquanto&lt;br&gt;
os treinandos adotam uma postura mais passiva, predominantemente&lt;br&gt;
como ouvintes. A vantagem é que se consegue transmitir uma&lt;br&gt;
grande quantidade de informações num curto espaço de tempo. A&lt;br&gt;
principal desvantagem é que as aulas podem tornar-se cansativas,&lt;br&gt;
prejudicando o grau de absorção dos conteúdos.&lt;br&gt;
1.3 Aplicação ou implementação&lt;br&gt;
A aplicação ou implementação depende de alguns fatores, tais como:&lt;br&gt;
adequação do programa de treinamento às necessidades da organização e&lt;br&gt;
dos treinandos; qualidade do material de treinamento apresentado; cooperação&lt;br&gt;
dos gestores e dirigentes da empresa; motivação do treinando para aprender;&lt;br&gt;
capacidade de aprendizagem do treinando; aplicação prática e tempo para&lt;br&gt;
assimilação do que foi aprendido; elaboração do material de treinamento, o&lt;br&gt;
qual deve ser significativo, ou seja, os métodos devem ser variados, inovadores&lt;br&gt;
e transferíveis para o trabalho.&lt;br&gt;
1.4 Avaliação e acompanhamento&lt;br&gt;
Trata-se da etapa final do processo de treinamento. Avalia-se, aqui, se&lt;br&gt;
o treinamento atingiu o objetivo, se atendeu às necessidades da organização&lt;br&gt;
e das pessoas envolvidas, se houve retorno do investimento, se as pessoas&lt;br&gt;
envolvidas se comprometeram e estão aplicando o aprendizado, se a&lt;br&gt;
produtividade aumentou e se o clima organizacional melhorou. A avaliação&lt;br&gt;
pode ser feita de diversas formas:&lt;br&gt;
• Avaliação de reações: grau de percepção do treinando em relação&lt;br&gt;
ao conteúdo do treinamento, metodologia adotada, atuação do&lt;br&gt;
instrutor, carga horária, material instrucional, aplicabilidade, etc.&lt;br&gt;
• Avaliação da aprendizagem: novos conhecimentos (testes objetivos&lt;br&gt;
ou com questões abertas), aprimoramento de habilidades (provas&lt;br&gt;
práticas) e desenvolvimento de atitudes (técnicas de observação&lt;br&gt;
direta, dramatização, escalas de atitudes e auto-relatórios).&lt;br&gt;
21&lt;br&gt;
COLEÇÃO&lt;br&gt;
GESTÃO&lt;br&gt;
EMPRESARIAL&lt;br&gt;
• Avaliação docomportamento no cargo&lt;br&gt;
Amostragem de atividades: registro da observação do&lt;br&gt;
comportamento do treinando no trabalho; Diário do observador:&lt;br&gt;
o observador faz anotações sobre o treinando; Autodiário: o&lt;br&gt;
formulário é preenchido pelo próprio treinando, sem a presença do&lt;br&gt;
observador; Entrevistas e questionários: são feitas perguntas aos&lt;br&gt;
treinandos referentes ao seu comportamento ou a seus superiores.&lt;br&gt;
• Avaliação do Resultado: busca verificar em que grau o treinamento&lt;br&gt;
provocou as mudanças pretendidas pela organização. A avaliação&lt;br&gt;
pode ser realizada em um prazo de 45 dias após a execução do&lt;br&gt;
treinamento.&lt;br&gt;
A criação de um clima interno favorável ao treinamento, propiciando&lt;br&gt;
oportunidades para colocar em prática o que se aprendeu, e o comprometimento&lt;br&gt;
da cúpula são fundamentais para o sucesso do treinamento.&lt;br&gt;
2 Processo de recrutamento e seleção&lt;br&gt;
A primeira etapa de um Processo Seletivo envolve o Recrutamento,&lt;br&gt;
pelo qual a organização comunica e divulga oportunidades de emprego e atrai&lt;br&gt;
os candidatos em potencial para o processo seletivo. O Recrutamento envolve&lt;br&gt;
um conjunto de técnicas que visa atrair candidatos potencialmente qualificados,&lt;br&gt;
dentre os quais serão selecionados os futuros participantes da organização,&lt;br&gt;
com base na descrição e análise de cargos. O Recrutamento pode ser interno,&lt;br&gt;
externo ou envolver ambos.&lt;br&gt;
ORecrutamento Interno envolve a promoção, transferência ou promoção&lt;br&gt;
e transferência. Apresenta como vantagens: o fato de ser uma fonte mais próxima,&lt;br&gt;
rápida e menos custosa; a obtenção de informações mais precisas; e a possibilidade&lt;br&gt;
de preparação para a promoção e de melhoria do moral e das relações internas.&lt;br&gt;
Como desvantagens pode-se citar o fato de que os recursos humanos internos às&lt;br&gt;
vezes não são suficientes; requer treinamento; pode gerar ressentimento por&lt;br&gt;
parte dos não promovidos; tende a reduzir a inovação no trabalho, e ainda, a&lt;br&gt;
demasiada ênfase na promoção pode despertar o carreirismo.&lt;br&gt;
Quando a empresa admite uma pessoa está&lt;br&gt;
admitindo toda a sua história e sua carga&lt;br&gt;
emocional, e não apenas o ocupante de um&lt;br&gt;
cargo vago, com as qualidades exigidas por ele&lt;br&gt;
22&lt;br&gt;
CAPITAL&lt;br&gt;
HUMANO&lt;br&gt;
Já o Recrutamento Externo pode ocorrer por intermédio de anúncios,&lt;br&gt;
agência de recrutamento, escolas e universidades, cartas casuais de candidatos,&lt;br&gt;
banco de dados de candidatos, sindicatos e associações de classe, tabuletas,&lt;br&gt;
propagandas, murais, indicações, intercâmbio entre empresas, transferências,&lt;br&gt;
arquivos, rádio e televisão, congressos e convenções, associações religiosas&lt;br&gt;
e culturais. Esta forma de recrutamento tem como vantagens a pré-seleção, a&lt;br&gt;
possibilidade de renovar o ambiente e o investimento em novos talentos.&lt;br&gt;
Como desvantagens apresenta o fato de ser um processo demorado e caro.&lt;br&gt;
O Recrutamento culmina com a apresentação do currículo ou com o&lt;br&gt;
preenchimento da proposta de trabalho.Ocurrículo funciona como um catálogo&lt;br&gt;
ou portifólio do candidato.&lt;br&gt;
A pessoa, em toda a sua complexidade, é o recurso essencial do&lt;br&gt;
processo seletivo. Desta forma, quando a empresa admite alguém está admitindo&lt;br&gt;
toda a sua história e sua carga emocional, e não apenas o ocupante de um&lt;br&gt;
cargo vago, com as qualidades exigidas por ele. Portanto, a vida da pessoa&lt;br&gt;
deve ser considerada porque é indissociável de sua vida como integrante de&lt;br&gt;
uma organização.&lt;br&gt;
A finalidade do processo seletivo é identificar os indivíduos cujas&lt;br&gt;
características indicam que eles têm ótimas possibilidades de se tornarem&lt;br&gt;
colaboradores satisfatórios.&lt;br&gt;
Dessa forma, os procedimentos de um processo seletivo permitem&lt;br&gt;
identificar as características de cada pessoa e avaliar não apenas suas&lt;br&gt;
competências técnicas, mas, sobretudo, sua capacidade de trabalho, suas&lt;br&gt;
motivações profundas, suas reações em face das regras preconizadas pela&lt;br&gt;
empresa e sua capacidade de integração. Para isto, as empresas buscam engajar&lt;br&gt;
as pessoas cujos comportamentos parecem mais adequados ao estilo da empresa.&lt;br&gt;
Nesse sentido, deve-se levar em conta que antes da pessoa ser&lt;br&gt;
considerada uma colaboradora, ela é membro de um grupo social e que, ao ser&lt;br&gt;
admitida, passará por um processo de socialização, que se traduz em&lt;br&gt;
conformismo em relação aos valores dominantes. A aceitação destes valores&lt;br&gt;
é importante para a sua adaptação e integração ao sistema. As pessoas&lt;br&gt;
escolhidas nem sempre são as que revelam os melhores resultados em testes,&lt;br&gt;
e sim as mais adequadas a uma situação predeterminada.&lt;br&gt;
Olevantamento e a busca de correlação entre comportamentos, algumas&lt;br&gt;
características de personalidade, interesses, aptidões e capacidades,&lt;br&gt;
experiências profissionais anteriores, conhecimentos específicos na área,&lt;br&gt;
estabilidade profissional, expectativas em relação à empresa, entre outros,&lt;br&gt;
compreendem um processo complicado, principalmente porque, na avaliação&lt;br&gt;
de alguns aspectos comportamentais, pode ocorrer a interferência da&lt;br&gt;
23&lt;br&gt;
COLEÇÃO&lt;br&gt;
GESTÃO&lt;br&gt;
EMPRESARIAL&lt;br&gt;
subjetividade. Assim, a preparação, a competência, a atitude profissional e a&lt;br&gt;
ética das pessoas envolvidas num processo seletivo é essencial, de forma que&lt;br&gt;
possuam uma autopercepção e uma autocrítica muito desenvolvidas, a fim de&lt;br&gt;
que não se deixem influenciar pelos seus valores pessoais, preconceitos e&lt;br&gt;
estereótipos, levando-as a uma avaliação superficial, atrelada aos seus critérios&lt;br&gt;
pessoais, desconsiderando as estratégias e os objetivos organizacionais.&lt;br&gt;
São citados, a seguir, alguns preconceitos e estereótipos mais comuns:&lt;br&gt;
a) Efeito Halo: consiste em deixar que uma característica da pessoa&lt;br&gt;
encubra todas as demais, influenciando a sua avaliação – é o&lt;br&gt;
chamado “julgamento à primeira vista”.&lt;br&gt;
b) Predisposição pessoal: ocorre quando existe um preconceito contra&lt;br&gt;
certos grupos específicos em relação a raça, religião, política, ou&lt;br&gt;
preferência por certos tipos humanos.&lt;br&gt;
c) Confiar na experiência: pensar que a experiência anterior é a melhor&lt;br&gt;
garantia de habilidade.&lt;br&gt;
d) Visão parcial: avaliar as características do indivíduo de modo&lt;br&gt;
isolado e não no conjunto.&lt;br&gt;
e) Apoiar-se no candidato médio para não incorrer no perigo dos extremos.&lt;br&gt;
Outro fator que, indiscutivelmente, faz parte de qualquer processo de&lt;br&gt;
interação entre as pessoas é a empatia. Esta consiste no envolvimento naquilo&lt;br&gt;
que a outra pessoa experimenta ou vivencia; pode ser caracterizada pela&lt;br&gt;
participação imediata nos sentimentos, nas emoções, nas impressões de&lt;br&gt;
outrem. Este aspecto também pode interferir na avaliação do selecionador.&lt;br&gt;
No caso de haver um despreparo do selecionador, poderá ocorrer a&lt;br&gt;
manipulação por parte do candidato durante o processo seletivo. Cabe ressaltar,&lt;br&gt;
também, que o candidato poderá manipular as informações sobre si mesmo ou&lt;br&gt;
comportar-se de forma diferente ao se sentir ameaçado.&lt;br&gt;
São inúmeras as técnicas e testes que podem ser utilizados num&lt;br&gt;
processo seletivo, estando entre eles:&lt;br&gt;
• Provas ou testes de conhecimentos ou de capacidades: visam avaliar&lt;br&gt;
de forma mais objetiva o grau de noções, conhecimentos e&lt;br&gt;
habilidades adquiridos por meio do estudo, da prática ou do&lt;br&gt;
exercício. Podem ser orais, escritos ou de realização (por meio da&lt;br&gt;
execução de um trabalho). Quanto à área de conhecimentos&lt;br&gt;
abrangidos, podem ser gerais – quando são destinados a verificar&lt;br&gt;
o grau de cultura geral necessário à ocupação ou generalidades de&lt;br&gt;
conhecimento – ou específicos, quando avaliam conhecimentos&lt;br&gt;
técnicos e específicos diretamente relacionados ao cargo em&lt;br&gt;
referência. Especificamente quanto à forma, quando são realizados&lt;br&gt;
por intermédio da linguagem escrita, podem ser classificados em&lt;br&gt;
24&lt;br&gt;
CAPITAL&lt;br&gt;
HUMANO&lt;br&gt;
tradicionais, do tipo dissertativo expositivo; objetivos, por meio de&lt;br&gt;
testes objetivos, ou mistos, quando empregam tanto a forma&lt;br&gt;
tradicional quanto a mista.&lt;br&gt;
• Testes psicométricos: são medidas objetivas e padronizadas de&lt;br&gt;
amostras de comportamento. Geralmente referem-se a: capacidades&lt;br&gt;
(habilidade atual da pessoa em determinadas atividades ou&lt;br&gt;
comportamentos, adquirida a partir do desenvolvimento de uma&lt;br&gt;
aptidão por meio do treino ou da prática); aptidões (potencialidade&lt;br&gt;
ou predisposição da pessoa em aprender determinada habilidade&lt;br&gt;
ou comportamento, sendo inata, portanto); interesses ou&lt;br&gt;
características de comportamento humano envolvendo a&lt;br&gt;
determinação do “quanto”, isto é, da quantidade de presença&lt;br&gt;
daquelas aptidões, interesses ou características de comportamento&lt;br&gt;
no candidato. Baseiam-se nas diferenças individuais, que podem&lt;br&gt;
ser físicas, intelectuais e de personalidade, buscando analisar o&lt;br&gt;
que varia e quanto varia na aptidão do indivíduo em relação ao&lt;br&gt;
conjunto de indivíduos tomados como padrão. A característica&lt;br&gt;
principal é a comparação dos perfis individuais.&lt;br&gt;
• Testes de personalidade: visam analisar os diversos traços&lt;br&gt;
determinados pelo caráter (traços adquiridos) e pelo temperamento&lt;br&gt;
(traços inatos). São genéricos quando revelam os traços gerais de&lt;br&gt;
personalidade numa síntese global, sendo também chamados de&lt;br&gt;
psicodiagnósticos. São específicos quando avaliam determinados&lt;br&gt;
traços ou aspectos da personalidade, como equilíbrio emocional,&lt;br&gt;
interesses, frustrações, ansiedade, agressividade, nível&lt;br&gt;
motivacional, adaptabilidade ao tipo de função e de ambiente.&lt;br&gt;
• Técnicas de simulação: consistem em dramatizar a situação com a&lt;br&gt;
qual a pessoa irá se deparar quando estiver trabalhando, bem como&lt;br&gt;
em provas situacionais, em que se observa o indivíduo durante a&lt;br&gt;
execução de determinadas tarefas, previamente selecionadas.&lt;br&gt;
• Entrevistas de seleção: consiste numa fonte coletora de fatos&lt;br&gt;
aparentes e fatos passados. É a técnica que mais influencia a decisão&lt;br&gt;
final, devendo, portanto, ser conduzida com bastante habilidade e&lt;br&gt;
tato, a fim de que possa produzir os resultados esperados. A&lt;br&gt;
entrevista pode ser dirigida ou estruturada (com roteiro), nãodirigida&lt;br&gt;
ou não-estruturada (sem roteiro) ou mista (mescla de&lt;br&gt;
perguntas estruturadas e não-estruturadas). A entrevista tem dois&lt;br&gt;
objetivos fundamentais: a informação e o esclarecimento. É&lt;br&gt;
importante perceber a dinâmica e a funcionalidade do entrevistado,&lt;br&gt;
a fim de triar as informações essenciais.&lt;br&gt;
25&lt;br&gt;
COLEÇÃO&lt;br&gt;
GESTÃO&lt;br&gt;
EMPRESARIAL&lt;br&gt;
É importante que a entrevista seja bem manejada pelo selecionador. A&lt;br&gt;
chave principal está na investigação que se realiza durante o seu transcurso. As&lt;br&gt;
observações são sempre registradas em função de hipóteses que o entrevistador&lt;br&gt;
vai emitindo. Desta forma, este deve estar constantemente verificando e&lt;br&gt;
retificando as hipóteses que vão sendo formuladas. Este processo dialético é&lt;br&gt;
construído pelo observar, pensar e imaginar, com o intuito de que o selecionador&lt;br&gt;
não se torne apenas um verificador de dados, mas sim um investigador.&lt;br&gt;
É importante ter clareza quanto aos objetivos da técnica ou do teste&lt;br&gt;
que será utilizado, verificar se é adequado para a idade e as condições&lt;br&gt;
psicológicas e sociais do examinando, qual é o tempo disponível para a aplicação&lt;br&gt;
e interpretação dos resultados, quais são as possibilidades práticas para a&lt;br&gt;
aquisição do instrumento e, principalmente, se é o instrumento adequado para&lt;br&gt;
o que se deseja medir.&lt;br&gt;
Os testes a serem escolhidos também devem ser observados quanto à&lt;br&gt;
validade, precisão e confiabilidade. Assim, independentemente de qual seja a&lt;br&gt;
ferramenta a ser utilizada no processo seletivo, deve-se ter cuidado com as&lt;br&gt;
interferências negativas e os erros de critérios.&lt;br&gt;
O processo seletivo pode ser classificado como: a) seleção de estágio&lt;br&gt;
único, em que as decisões são baseadas no resultado de um único teste; b)&lt;br&gt;
seleção seqüencial de dois estágios, em que uma decisão de investigação&lt;br&gt;
mais demorada pode ser tomada, quando as informações colhidas no primeiro&lt;br&gt;
estágio forem julgadas insuficientes para uma decisão definitiva; c) seleção&lt;br&gt;
seqüencial de três estágios, que se dá quando as decisões são tomadas numa&lt;br&gt;
seqüência, com base em três técnicas de seleção.&lt;br&gt;
É importante ter claro, também, que o processo de seleção não representa&lt;br&gt;
umfim em si mesmo, masummeio que possibilita à organização realizar os seus&lt;br&gt;
objetivos. Assim, todos os instrumentos utilizados no processo seletivo, sejam&lt;br&gt;
eles técnicas, testes ou entrevistas, visam a um mesmo fim: predizer qual dos&lt;br&gt;
indivíduos terá melhor capacidade de integração e adaptação à organização.&lt;br&gt;
3 Remuneração por competência&lt;br&gt;
e habilidade&lt;br&gt;
Com o advento de novas tecnologias e métodos de trabalho, e em face&lt;br&gt;
da diversidade da mão-de-obra, de clientes, fornecedores e parceiros, bem&lt;br&gt;
como da globalização, muitos procedimentos e paradigmas estão sendo&lt;br&gt;
redefinidos, a fim de abrir espaço para novas idéias, formas estratégicas e&lt;br&gt;
26&lt;br&gt;
CAPITAL&lt;br&gt;
HUMANO&lt;br&gt;
maneiras de administrar as pessoas nas empresas, observando-se, assim, um&lt;br&gt;
aumento na demanda por profissionais qualificados.&lt;br&gt;
As mudanças são percebidas pelas organizações e influenciam a atividade&lt;br&gt;
de direção, que, muitas vezes, procura empregar ferramentas de gestão mais&lt;br&gt;
adequadas para a obtenção dos resultados organizacionais almejados.&lt;br&gt;
Será abordada, aqui, uma das ferramentas consideradas pelos autores&lt;br&gt;
contemporâneos como fundamentais para a obtenção do comprometimento e&lt;br&gt;
adequação da remuneração dos empregados – a remuneração por competência&lt;br&gt;
ou habilidade.&lt;br&gt;
A remuneração por competência ou habilidade consiste numa nova&lt;br&gt;
estratégia para administrar os cargos e os salários da empresa, que começa a&lt;br&gt;
ocupar espaço nos programas de gestão de pessoas.&lt;br&gt;
Essa nova estratégia privilegia, em primeiro lugar, o homem, e, em&lt;br&gt;
segundo lugar, o cargo. Isto é o que a diferencia dos modelos tradicionais de&lt;br&gt;
remuneração. Na premissa deste modelo, a avaliação é feita sobre as atividades&lt;br&gt;
e responsabilidades que o empregado assume na empresa.&lt;br&gt;
Vários pesquisadores e consultores da área consideram que os modelos&lt;br&gt;
tradicionais (remuneração por responsabilidades) não serão extintos&lt;br&gt;
completamente. Tais modelos são de grande valia para a definição dos salários&lt;br&gt;
dos cargos considerados operacionais e não estratégicos.&lt;br&gt;
Porém, já se observa como tendência a utilização de sistemas&lt;br&gt;
remuneratórios mais eficientes para mensurar cargos técnicos e gerenciais&lt;br&gt;
considerados importantes pela empresa para a alavancagem dos negócios e,&lt;br&gt;
também, por não executarem atividades rotineiras e previstas em padrões&lt;br&gt;
preestabelecidos.&lt;br&gt;
Os sistemas tradicionais de remuneração têm apresentado algumas&lt;br&gt;
limitações após o surgimento da globalização, uma vez que as organizações&lt;br&gt;
precisam ser competitivas e ser repensadas quanto à sua estrutura&lt;br&gt;
organizacional, à adequação do sistema de custos, às formas de atrair e&lt;br&gt;
manter o cliente, ao desenvolvimento de produtos e serviços.&lt;br&gt;
3.1 As limitações do sistema tradicional de&lt;br&gt;
remuneração&lt;br&gt;
Osistema tradicional é conhecido como remuneração por cargo. Esta é&lt;br&gt;
a forma mais tradicional utilizada pelas empresas para recompensar seus&lt;br&gt;
empregados pelo trabalho realizado. Contudo, tem as seguintes limitações:&lt;br&gt;
27&lt;br&gt;
COLEÇÃO&lt;br&gt;
GESTÃO&lt;br&gt;
EMPRESARIAL&lt;br&gt;
• apresenta pouca objetividade: na operacionalização do sistema&lt;br&gt;
observa-se uma certa racionalidade, porém esta reduz a realidade&lt;br&gt;
da empresa a estruturas departamentalizadas;&lt;br&gt;
• tem pouca flexibilidade: tende a tratar os cargos diferentes como&lt;br&gt;
iguais, muitas vezes engessando a empresa;&lt;br&gt;
• aplica técnicas estatísticas complexas, dificultando a compreensão&lt;br&gt;
dos empregados e dos líderes de equipe ou gerentes;&lt;br&gt;
• dificulta a adoção de estilos gerenciais participativos e consultivos,&lt;br&gt;
prevalecendo os estilos autoritários e paternalistas;&lt;br&gt;
• reforça o conservadorismo, a estrutura burocrática, linhas de&lt;br&gt;
comando e componentes formais da empresa;&lt;br&gt;
• dificulta a evolução do processo de mudança;&lt;br&gt;
• mostra pouca visão de futuro e orientação estratégica, focando a&lt;br&gt;
realidade do cargo no “aqui e agora”;&lt;br&gt;
• apresenta custo elevado na manutenção do sistema, emfunção da&lt;br&gt;
constante necessidade de revisão, decorrente das mudanças&lt;br&gt;
ambientais e da complexidade inerente ao sistema;&lt;br&gt;
• apresenta pouca confiabilidade das informações obtidas por meio&lt;br&gt;
de pesquisa salarial, decorrente das titulações dos cargos e funções&lt;br&gt;
e da multifuncionalidade. Torna-se cada vez mais complexo buscar&lt;br&gt;
informações salariais no mercado, pois as empresas estão se&lt;br&gt;
diferenciando mais acentuadamente em termos de tecnologia,&lt;br&gt;
formas de gestão, mudanças na estrutura (fusões, aquisições,&lt;br&gt;
downsizing) e negociação trabalhista, entre outros aspectos.&lt;br&gt;
Tais limitações do sistema tradicional colocam as atividades&lt;br&gt;
desenvolvidas pelos empregados como o único parâmetro para a definição de&lt;br&gt;
seus salários.&lt;br&gt;
Isto tem provocado a busca por ferramentas ou sistemas que atendam&lt;br&gt;
às atuais demandas organizacionais. Algumas empresas têm adotado o sistema&lt;br&gt;
de competências ou habilidade, por acreditarem que esta é uma das formas&lt;br&gt;
mais adequadas para remunerar o profissional que realize atividades que reflitam&lt;br&gt;
diretamente, ou de forma acentuada, no alcance das metas organizacionais.&lt;br&gt;
3.2 Remuneração por competência&lt;br&gt;
Observa-se que não existe, ainda, um consenso entre os autores e&lt;br&gt;
profissionais da área sobre a definição de competência. Neste artigo,&lt;br&gt;
tomaremos competência como um conjunto de conhecimentos, habilidades e&lt;br&gt;
atitudes correlacionados que afeta parte considerável da atividade de alguém,&lt;br&gt;
28&lt;br&gt;
CAPITAL&lt;br&gt;
HUMANO&lt;br&gt;
que se relaciona com o desempenho, que pode ser medido segundo padrões&lt;br&gt;
preestabelecidos e que pode ser alterado e melhorado por meio de treinamento&lt;br&gt;
e desenvolvimento.&lt;br&gt;
Destacam-se, a seguir, algumas vantagens da utilização da remuneração&lt;br&gt;
por competências:&lt;br&gt;
• Direciona o foco para as pessoas e não para os cargos ou&lt;br&gt;
responsabilidades;&lt;br&gt;
• Remunera o empregado com uma parcela fixa do salário a cada&lt;br&gt;
competência adquirida;&lt;br&gt;
• Garante o reconhecimento aos empregados pela parcela de&lt;br&gt;
contribuição especializada disponibilizada à empresa;&lt;br&gt;
• Mantém o nível de profissionalização e especialização dos&lt;br&gt;
empregados compatível com a competitividade;&lt;br&gt;
• Encoraja as pessoas a ter responsabilidades plenas e à busca&lt;br&gt;
contínua do desenvolvimento profissional;&lt;br&gt;
• Melhora a produtividade e a qualidade dos produtos e serviços&lt;br&gt;
prestados pela empresa;&lt;br&gt;
• Facilita a seleção e a contratação de talentos humanos adequados&lt;br&gt;
aos requisitos do cargo;&lt;br&gt;
• Aumenta a motivação dos empregados, uma vez que estes&lt;br&gt;
percebem claramente a relação de sua performance com os aumentos&lt;br&gt;
salariais.&lt;br&gt;
Para a obtenção de sucesso na construção de um sistema de&lt;br&gt;
remuneração por competência deve-se observar alguns princípios:&lt;br&gt;
• procurar não vincular o sistema de remuneração ao modelo de&lt;br&gt;
estrutura organizacional adotado pela empresa, pois sempre que&lt;br&gt;
houver alteração na estrutura o sistema sofrerá impacto, tornandoo&lt;br&gt;
pouco flexível;&lt;br&gt;
• utilizar uma metodologia participativa na construção do sistema de&lt;br&gt;
remuneração; a integração entre as áreas possibilita legitimar e obter&lt;br&gt;
o comprometimento de todos;&lt;br&gt;
• usar e abusar da comunicação interna para disseminar o sistema;&lt;br&gt;
este é umdos pontos cruciais para o sucesso do sistema, pois procura&lt;br&gt;
garantir que todos compreenderam os parâmetros do sistema.&lt;br&gt;
O sistema de remuneração por competência no Brasil tem sido mais&lt;br&gt;
utilizado a partir da década de 80, e especialmente após a década de 90. Com a&lt;br&gt;
abertura de mercado, várias empresas do Paraná, principalmente do setor&lt;br&gt;
industrial, vêm adotando esta ferramenta de gestão de pessoas, fazendo, assim,&lt;br&gt;
a diferença na atração e retenção de talentos.&lt;br&gt;
29&lt;br&gt;
COLEÇÃO&lt;br&gt;
GESTÃO&lt;br&gt;
EMPRESARIAL&lt;br&gt;
Outro modelo interessante para remunerar os empregados é o sistema&lt;br&gt;
de remuneração por habilidade, comentando a seguir. De acordo com&lt;br&gt;
pesquisadores, sua aplicação é ideal para os cargos operacionais ou&lt;br&gt;
profissionais altamente especializados, em departamentos de pesquisa e&lt;br&gt;
desenvolvimento, e em universidades.&lt;br&gt;
3.3 Remuneração por habilidade&lt;br&gt;
De forma resumida, habilidade seria a capacidade de desempenhar uma&lt;br&gt;
atividade ou um conjunto de atividades de acordo com os padrões exigidos&lt;br&gt;
pela empresa.&lt;br&gt;
Somenteem1995 é que surgiram no cenário brasileiro empresas pioneiras&lt;br&gt;
na implantação de um sistema de remuneração baseado em competências e&lt;br&gt;
habilidades, a Dupont e a Copesul.&lt;br&gt;
Após 1995, outras empresas passaram a adotar soluções criativas&lt;br&gt;
para estimular e remunerar seus empregados, tendo em vista que o empregado&lt;br&gt;
especialista começa a desaparecer, surgindo em seu lugar o generalista.&lt;br&gt;
Aremuneração por habilidade é salutar nos cargos de nível operacional,&lt;br&gt;
uma vez que as pessoas realizam atividades bem definidas, ligadas a processos&lt;br&gt;
relativamente estáveis. Além disso, tais atividades são passíveis de&lt;br&gt;
mensuração, observação, identificação, treinamento e certificação.&lt;br&gt;
Autilização do sistema de remuneração por habilidade requer a adoção&lt;br&gt;
de alguns conceitos, tais como: desenvolvimento de carreira, blocos de&lt;br&gt;
habilidades, certificação e habilitação das habilidades, treinamento e&lt;br&gt;
desenvolvimento e a evolução e controle dos custos na folha de pagamento.&lt;br&gt;
Destacam-se, aqui, algumas vantagens na adoção da remuneração por&lt;br&gt;
habilidade, como: a) o foco da avaliação não está na função, e sim na pessoa,&lt;br&gt;
o que faz com que o empregado procure cada vez mais adquirir habilidades,&lt;br&gt;
preocupando-se com o desenvolvimento contínuo; b) a área de recursos&lt;br&gt;
humanos passa a assumir um papel mais estratégico e menos operacional,&lt;br&gt;
integrando de forma mais significativa os programas de treinamento às&lt;br&gt;
necessidades da empresa; c) permite custo variável na folha de pagamento; e&lt;br&gt;
d) empregados multiespecializados e bem treinados ajustam-se mais facilmente&lt;br&gt;
às mudanças no processo produtivo, gerando maior flexibilidade.&lt;br&gt;
A remuneração por habilidade é uma&lt;br&gt;
ferramenta de gestão que deverá ser mais&lt;br&gt;
utilizada no Brasil nos próximos anos&lt;br&gt;
30&lt;br&gt;
CAPITAL&lt;br&gt;
HUMANO&lt;br&gt;
Esta é uma ferramenta de gestão que deverá ser mais utilizada no Brasil,&lt;br&gt;
nos próximos anos, pois sua tendência será acompanhar a modernização dos&lt;br&gt;
processos industriais, em decorrência da exigência cada vez maior da busca&lt;br&gt;
pela qualidade nos produtos e serviços.&lt;br&gt;
4 Avaliação 360 graus&lt;br&gt;
Por conta das pressões advindas da competitividade após os anos 90,&lt;br&gt;
várias empresas têm buscado alternativas ou modelos de avaliação de&lt;br&gt;
desempenho mais condizentes com as atuais necessidades organizacionais e&lt;br&gt;
do público interno.&lt;br&gt;
Percebe-se, claramente, a necessidade de propiciar um ambiente de&lt;br&gt;
trabalho mais desafiador e estimulador, descentralizando e delegando&lt;br&gt;
responsabilidades, otimizando os sistemas de remuneração e propiciando&lt;br&gt;
benefícios flexíveis.&lt;br&gt;
Para fazer frente às expectativas organizacionais, procura-se, assim,&lt;br&gt;
pessoas com certo grau de autoconhecimento pessoal e profissional e que&lt;br&gt;
possuam competência interpessoal, atuando de maneira assertiva em suas&lt;br&gt;
relações de trabalho.&lt;br&gt;
É bem pouco provável que uma pessoa consiga obter&lt;br&gt;
autoconhecimento pessoal e profissional, bem como a habilidade da&lt;br&gt;
assertividade, se não receber feedback a respeito de seu comportamento na&lt;br&gt;
empresa, ou seja, sobre o que faz de correto e sobre os pontos em que necessita&lt;br&gt;
de ajustes. Nesse contexto, faz-se necessário criar instrumento para auxiliar a&lt;br&gt;
pessoa a se reposicionar, e a Avaliação 360 Graus poderá servir para atingir&lt;br&gt;
este objetivo.&lt;br&gt;
Entende-se por Avaliação de Desempenho 360 graus aquela que&lt;br&gt;
pressupõe uma comparação entre a percepção dos pares no trabalho, do&lt;br&gt;
superior imediato, dos subordinados diretos, clientes, fornecedores, e a&lt;br&gt;
percepção que o ocupante do cargo tem de si mesmo, no exercício das&lt;br&gt;
atividades, fechando, assim, um círculo de 360 graus.&lt;br&gt;
Contudo, esse instrumento não deve estar dissociado de outras&lt;br&gt;
práticas de gestão de pessoas numa empresa. Processos como remuneração,&lt;br&gt;
seleção e desenvolvimento e avaliação de desempenho devem estar integrados&lt;br&gt;
e focados para a realização das estratégias organizacionais.&lt;br&gt;
Cabe à área de Recursos Humanos fazer uma análise dos dados obtidos&lt;br&gt;
na avaliação e iniciar o processo de feedback, em que cada participante terá&lt;br&gt;
conhecimento da sua avaliação. Tal feedback consiste na auto-avaliação e&lt;br&gt;
nos resultados dos questionários de avaliação respondidos pelas pessoas&lt;br&gt;
que estabelecem contato com o avaliado.&lt;br&gt;
31&lt;br&gt;
COLEÇÃO&lt;br&gt;
GESTÃO&lt;br&gt;
EMPRESARIAL&lt;br&gt;
Por meio de um relatório individual são demonstrados os gaps existentes&lt;br&gt;
entre a sua auto-percepção e a percepção das pessoas pesquisadas.&lt;br&gt;
Os objetivos principais do Sistema deAvaliação 360 Graus são:&lt;br&gt;
• propiciar um feedback objetivo e cuidadoso, que possa identificar&lt;br&gt;
e desenvolver competências, habilidades e comportamentos de um&lt;br&gt;
empregado ou de vários;&lt;br&gt;
• melhorar a comunicação entre as pessoas da equipe, estimular o&lt;br&gt;
líder ou facilitador, bem como fornecer sustentação para o trabalho&lt;br&gt;
em equipe;&lt;br&gt;
• contribuir com informações relevantes para os processos de&lt;br&gt;
promoção dos empregados, plano de carreira e sucessão;&lt;br&gt;
• estimular a busca pelo conhecimento, maximizando as atividades&lt;br&gt;
de treinamento e reciclagem dos empregados;&lt;br&gt;
• provocar mudanças na cultura organizacional da empresa;&lt;br&gt;
• estimular o empregado à busca de melhoria contínua, principalmente&lt;br&gt;
quando a avaliação fizer parte de um sistema integrado de&lt;br&gt;
desenvolvimento profissional, premiações, bônus ou promoções.&lt;br&gt;
O pressuposto é o de que as organizações necessitam de pessoas&lt;br&gt;
capazes de realizar seus trabalhos com qualidade, ser proativas, saber trabalhar&lt;br&gt;
em equipe, ter competência interpessoal, ser assertivas, saber lidar com os&lt;br&gt;
conflitos internos na empresa, entre tantas outras habilidades.&lt;br&gt;
Cabe, assim, perguntar: De que forma o empregado pode atingir tais&lt;br&gt;
objetivos e qualificações sem que a organização propicie a ele uma avaliação&lt;br&gt;
sobre seu modo de agir e realizar os trabalhos na empresa?&lt;br&gt;
Considerações finais&lt;br&gt;
As organizações vivem uma “era de descontinuidade”, caracterizada&lt;br&gt;
por constantes mudanças, em decorrência de processos de modernização&lt;br&gt;
tecnológica, privatização, redefinições de política econômica e outras formas&lt;br&gt;
de reestruturação produtiva, ou seja, o mundo caminha rapidamente para uma&lt;br&gt;
sociedade baseada na informação, no conhecimento e na tecnologia.&lt;br&gt;
Nesse cenário, em função dos papéis desempenhados, os gestores&lt;br&gt;
precisam estar no centro do processo de mudança, participando ativamente&lt;br&gt;
como geradores da empresa de sucesso. Para tanto, é interessante que utilizem&lt;br&gt;
processos de gestão mais interativos, que permitam agir de forma analítica e&lt;br&gt;
diagnóstica a partir de uma visão estratégica e empreendedora, que possa&lt;br&gt;
auxiliar na tomada de decisão. Assim, a utilização adequada das ferramentas&lt;br&gt;
32&lt;br&gt;
CAPITAL&lt;br&gt;
HUMANO&lt;br&gt;
pode contribuir para a melhoria dos processos de gestão, a fim de que as&lt;br&gt;
exigências do mercado competitivo possam ser atendidas.&lt;br&gt;
As ponderações feitas neste encarte não tiveram a pretensão de&lt;br&gt;
aprofundar o assunto no que diz respeito às ferramentas que podem auxiliar&lt;br&gt;
no processo de gestão, mas apontar alguns aspectos relevantes em relação à&lt;br&gt;
sua utilização. Deseja-se, aqui, ressaltar que os seus resultados só poderão&lt;br&gt;
ser maximizados se tais ferramentas forem utilizadas de forma compatível com&lt;br&gt;
a realidade da empresa, considerando as características de sua estrutura,&lt;br&gt;
processos e cultura.&lt;br&gt;
Bibliografia recomendada&lt;br&gt;
BOOG, Gustavo. Manual de treinamento e desenvolvimento: um guia de&lt;br&gt;
operação. São Paulo: Makron Books, 2001.&lt;br&gt;
EQUIPECOOPERS&amp;LYBRAND.Coord:Vicente Picarelli Filho. Remuneração&lt;br&gt;
estratégica - nova vantagem competitiva. São Paulo: Atlas, 1996.&lt;br&gt;
EQUIPECOOPERS&amp;LYBRAND.Coord:Vicente Picarelli Filho. Remuneração&lt;br&gt;
por habilidade e por competências: preparando a organização para a era das&lt;br&gt;
empresas de conhecimento intensivo. São Paulo: Atlas, 1999.&lt;br&gt;
LODI, João Bosco.Aentrevista: teoria e prática. 7.ed. São Paulo: Pioneira, 1991.&lt;br&gt;
Resumo&lt;br&gt;
O atual momento das organizações requer ações de gestão que gerem&lt;br&gt;
comprometimento por parte dos empregados. A competição acirrada fez com&lt;br&gt;
que modelos tradicionais de gestão fossem substituídos por modelos&lt;br&gt;
contemporâneos, a fim de gerar valor agregado aos produtos e serviços e&lt;br&gt;
proporcionar maior realização pessoal e profissional aos trabalhadores. Neste&lt;br&gt;
contexto, o propósito deste texto consiste em abordar algumas ferramentas&lt;br&gt;
que podem auxiliar no processo de gestão, apontando alguns aspectos&lt;br&gt;
relevantes em relação à utilização das mesmas, de forma que os seus resultados&lt;br&gt;
possam ser maximizados.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;small&gt; &lt;a href="http://celioeugenio.blog.co.uk/2006/05/29/gesta_o_de_pessoas~839026/#comments"&gt;Comments&lt;/a&gt; &lt;/small&gt; &lt;/p&gt;</content></entry></feed>
